Guardar dinheiro ainda não faz parte da sua realidade? Então descubra agora os primeiros passos de como fazer uma reserva de emergência e se prevenir de imprevistos financeiros. 

Segundo dados de uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), realizada em 2020, mais da metade dos brasileiros não possuem uma reserva de emergência (52, 1%). 

Em um ano em que as finanças de muitas pessoas foram fortemente impactadas, não poder contar com o valor destinado para imprevistos, como é o caso da reserva de emergência, fez muitas pessoas perceberem sua importância.

Por isso, viemos apresentar as principais informações sobre como fazer uma reserva de emergência e quais os melhores locais para começar a investir

Se você está na estatística de pessoas que ainda não possuem um fundo de emergência, chegou a hora de mudar essa realidade. Vamos lá! 

Afinal, o que é uma reserva de emergência?

Quando falamos em investimentos financeiros, ou simplesmente em controle das finanças, o assunto reserva de emergência é um dos mais citados. 

Mas você sabe o que é essa reserva e para o que serve?

A reserva de emergência consiste, basicamente, em guardar um valor que possa suprir os seus gastos mensais durante alguns meses, caso seja necessário.

Essa reserva, como o próprio nome diz, serve para que as pessoas possam lidar com as mais diversas situações que acontecem de forma inesperada, e acabam afetando sua vida financeira.

Na prática, essa quantia em dinheiro é investida pensando em momentos de imprevisto, pode garantir que possamos enfrentar problemas sem maiores dificuldades.

Como fazer uma reserva de emergência?

Como começar a juntar a reserva de emergência é uma dúvida frequente entre as pessoas quando se deparam com esse tema.

Afinal, muitos pensam que a reserva de emergência é equivalente ao valor da renda que a pessoa possui para viver durante o mês.

No entanto, essa ideia não poderia estar mais errada. 

Na realidade, o quanto guardar em uma reserva de emergência irá depender do seu custo de vida mensal, e não do valor que você ganha dentro desse mesmo período. 

Isso porque, quando falamos em controle financeiro, sabemos que o custo de vida sempre deve ser menor que a renda mensal

Ou seja, a pessoa deve ser capaz de viver com menos do que aquilo que ela ganha.

Esse é o que chamamos como “viver um degrau abaixo”, garantindo que sobre sempre um valor mensal para ser poupado e investido. 

Já para a reserva de emergência, o segredo é nunca esperar que o dinheiro “sobre” ao final do mês para investir. 

Pelo contrário, logo que o dinheiro cai em sua conta, o mais inteligente é já separar uma quantia que irá acrescentar à sua reserva. 

Ou você corre o risco de que o dinheiro seja gasto de forma desnecessária. 

Quanto guardar em uma reserva de emergência?

O valor a ser investido em uma reserva irá depender do seu custo fixo mensal.

Vamos supor que hoje sua renda mensal seja o valor de R$ 5.000, mas o total de todos os seus gastos seja equivalente a R$ 3.500. 

Além do seu custo mensal, como fazer uma reserva de emergência irá depender do com previsível sua renda é. 

No exemplo acima, vamos imaginar que você possua uma renda previsível todos os meses, seja por ser um funcionário público ou um trabalhador CLT, por exemplo.

Nesse caso, o indicado é que você tenha 6 meses do seu custo de vida investidos em aplicações de alta liquidez.

Como falamos, esse valor não necessariamente deve ser o seu salário mensal, mas o total de gastos que você tem durante este período. 

Em nosso exemplo, seria o equivalente a R$ 21.000, ou seja, R$ 3.500 x 6 meses.

Já para pessoas que possuem uma renda variável, como pode ser o caso de profissionais autônomos e empreendedores, o recomendado é ter 12 meses de custo de vida investidos. 

Nesse caso, a reserva de emergência ideal seria o equivalente a R$ 42.000. 

Assim, caso acontecesse alguma situação financeira inesperada, que o pegasse de surpresa, você teria o valor suficiente para se manter durante o respectivo período. 

Quais as melhores aplicações para reserva de emergência?

Agora que você sabe como fazer sua reserva de emergência, pode estar se perguntando onde deixar esse dinheiro, certo?

Para isso, é importante que você analise três grandes critérios: 

  • Rentabilidade: o percentual de remuneração do seu capital investido
  • Risco: o qual seguro é aplicação que você irá deixar sua reserva
  • Liquidez: velocidade em que você irá conseguir transformar sua aplicação em dinheiro, quando for necessário. 

Assim, podemos entender que para investir uma reserva de emergência é indispensável que a aplicação apresente uma alta liquidez (a possibilidade de que você resgate o valor investido imediatamente) e baixo risco (uma segurança extrema de que o seu dinheiro não será perdido).

Já o critério de rentabilidade, apesar de importante, nem sempre apresenta altos índices. 

Mas está tudo certo, afinal, o objetivo de uma reserva de emergência não é enriquecer o investidor, mas garantir uma maior segurança ao passar por imprevistos financeiros. 

Ainda assim, caso alguma aplicação atenda a todos os critérios, e apresente uma boa rentabilidade, essa deve ser a sua escolha para aplicar sua reserva de emergência.

Dentre as opções que temos hoje no mercado de investimentos, as aplicações que mais se encaixam nesses aspectos, são:

Vale lembrar, porém, que o Tesouro Selic apresentou rentabilidade negativa em 2020, pela primeira vez em muitos anos. O que é, quando falamos em como fazer uma reserva de emergência, pode ser um ponto de atenção. 

Afinal, por mais que o objetivo da reserva não seja tornar um investidor rico, também não é interessante que o dinheiro aplicado seja desvalorizado. 

Por isso, é importante ficar atento ao Tesouro Selic, que quando apresenta uma boa taxa, pode ser a melhor opção para uma reserva de emergência.

Outra opção interessante pode ser os CDB’s de bancos digitais, sobretudo aqueles que pagam 100% do CDI com liquidez imediata

Nesses casos, o ponto de atenção é na segurança do investimento: apenas invista a sua reserva de emergência em aplicações garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). 

Por que a poupança não é uma boa opção para uma reserva de emergência?

Se você está se perguntando por que não citamos a poupança em um artigo sobre como fazer a reserva de emergência, calma que vamos explicar.

Antigamente, muitas pessoas tinham o hábito de guardar dinheiro embaixo do colchão, e certamente seus avós eram mestres nesse tipo de reserva de emergência. 

Hoje, esse comportamento não é nada comum, especialmente em uma sociedade que está cada vez mais interessada em investir e aplicar seus recursos. 

No entanto, quando alguém opta por aplicar sua reserva de emergência na poupança, é quase como se estivesse guardando dinheiro embaixo do colchão.

Afinal, por mais que possa ser um lugar seguro, o dinheiro não terá grandes chances de crescimento. 

E por mais que a alta rentabilidade não seja o critério mais primordial no fundo de emergência, fazer o seu investimento gerar mais dinheiro é sempre muito bem-vindo. 

Além disso, não podemos esquecer que os rendimentos da poupança apenas são calculados na data de aniversário do investimento

Então, quando falamos de um recurso financeiro que precisa estar disponível para ser resgatado a qualquer momento, deixar esse valor na poupança pode resultar em uma perda de renda caso você precise utilizar o seu dinheiro antes da data do depósito.

Por isso, outros tipos de aplicação podem ser muito mais interessantes para a sua reserva de emergência. 

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